quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
"Se a pessoa deixar que a natureza siga o seu
curso sem nenhuma inibição, ela transcenderá a biologia, o corpo, a
mente, sem fazer nenhum esforço. Mas somos cheios de inibições. Até os
jovens, que não admitem repressões, são repressores de um modo muito
sutil. Se você é repressor, não pode transcender os impulsos biológicos
naturalmente, sem fazer nenhum esforço. Portanto, a primeira coisa a
lembr
ar é que a natureza está certa.
Todas as antigas tradições vivem lhe dizendo que a natureza não está certa. Você tem que dividir a natureza em certo e errado. Mas a natureza é indivisível. Portanto, enquanto está dividindo, você está simplesmente fazendo um esforço impossível. Toda a natureza tem que ser aceita com grande alegria e gratidão. A biologia não é o seu cativeiro, mas um certo estágio de crescimento.
A vida vivida com discernimento e compreensão ajuda você a superá-la sem exigir nenhuma disciplina, nenhum esforço, nenhum conflito árduo. Somos filhos da natureza. Mas todas as religiões criaram certamente uma coisa: uma mente dividida, um homem esquizofrênico que é puxado em duas direções. Todas elas lhe deram moralidades.
[...]
A pessoa precisa seguir com mais facilidade. Não é um campo de batalha. A sua vida é um crescimento autônomo. A primeira necessidade é a total aceitação sem nenhuma relutância, sem má vontade, sem nenhuma condenação sutil nos recônditos da sua mente."
OSHO
Todas as antigas tradições vivem lhe dizendo que a natureza não está certa. Você tem que dividir a natureza em certo e errado. Mas a natureza é indivisível. Portanto, enquanto está dividindo, você está simplesmente fazendo um esforço impossível. Toda a natureza tem que ser aceita com grande alegria e gratidão. A biologia não é o seu cativeiro, mas um certo estágio de crescimento.
A vida vivida com discernimento e compreensão ajuda você a superá-la sem exigir nenhuma disciplina, nenhum esforço, nenhum conflito árduo. Somos filhos da natureza. Mas todas as religiões criaram certamente uma coisa: uma mente dividida, um homem esquizofrênico que é puxado em duas direções. Todas elas lhe deram moralidades.
[...]
A pessoa precisa seguir com mais facilidade. Não é um campo de batalha. A sua vida é um crescimento autônomo. A primeira necessidade é a total aceitação sem nenhuma relutância, sem má vontade, sem nenhuma condenação sutil nos recônditos da sua mente."
OSHO
"[...]
Vinte e seis anos de uma personalidade falsa imposta pelas pessoas que o amaram, a quem você respeitou, e elas não estavam lhe causando mal intencionalmente. As intenções delas foram boas, só não tinham consciência. Não eram pessoas conscientes: os seus pais, os seus professores, os seus sacerdotes, os seus políticos não eram pessoas conscientes, eram inconscientes. E até mesmo boas inetnções nas mãos de pessoas inconscientes podem se tornar um veneno."
Osho
Vinte e seis anos de uma personalidade falsa imposta pelas pessoas que o amaram, a quem você respeitou, e elas não estavam lhe causando mal intencionalmente. As intenções delas foram boas, só não tinham consciência. Não eram pessoas conscientes: os seus pais, os seus professores, os seus sacerdotes, os seus políticos não eram pessoas conscientes, eram inconscientes. E até mesmo boas inetnções nas mãos de pessoas inconscientes podem se tornar um veneno."
Osho
domingo, 25 de novembro de 2012
"Estamos todos vivendo de acordo com ficções, poesias, histórias de cinema. Isso deu à humanidade uma impressão errada, a impressão de que, quando existe amor, tudo se encaixa, não existe nenhum conflito. Durante séculos, os poetas têm transmitido a ideia de que os amantes são feitos um para o outro.
Ninguém é feito para ninguém. Todo mundo é diferente de todo mundo. Você pode amar uma pessoa sem saber que a ama porque vocês são muito diferentes e, por isso, existe uma distância muito grande. A distância é um desafio, é uma aventura; a distância faz com que a mulher ou o homem pareçam atraentes. Mas as coisas vistas a distância têm uma aparência diferente de quando vistas de perto.
[...] E nos transmitiram, desde a infância, a ideia de que marido e mulher estão sempre em harmonia, tudo sempre vai bem, eles estão sempre juntos, se amando, sem brigas. Toda essa ideologia é um problema.
Eu gostaria de lhe dizer a verdade. A verdade é que todas as pessoas, sejam quem forem, são indivíduos diferentes. Se você ama alguém, tem de entender que essa pessoa não é a sua sombra, não é o seu reflexo no espelho, ela tem uma individualidade. A menos que você tenha um coração grande onde caiba alguém diferente de você, que possa ter ideias diferentes sobre as coisas, é melhor não arranjar problema desnecessariamente. É melhor ser padre ou freira. Para que se aborrecer? Para que criar um inferno na vida do outro?
Mas só se cria o inferno porque se espera o céu.
Estou dizendo para aceitar que a situação é esta: a pessoa vai ser diferente. Você não é o mestre, nem ela é; ambos são parceiros que, apesar das diferenças, decidiram ficar juntos. E, na verdade, as diferenças apimentam o amor. Se você encontrar uma pessoa igualzinha a você, não se sentirá atraído. A outra pessoa tem de ser diferente, distante, um mistério que lhe convide a explorá-lo.
Quando dois mistérios se encontram e não existe mais a ilusão de que têm que concordar em tudo, não há mais razão para brigar. A briga surge porque vocês querem concordância.
[...]
Não é preciso mais do que uma amizade. O amor tem que se tornar uma relação de amizade em que ninguém é superior, ninguém vai decidir nada, ambos são conscientes de que são diferentes, de que a sua visão da vida é diferente, que pensam de modo diferente e ainda assim, com todas essas diferenças o casal se ama.
Desse modo você não vai ter nenhum problema. Os problemas são criados por nós.
Não tente criar algo sobre-humano. Seja humano, aceite a humanidade da outra pessoa com toda a fragilidade a que ela está propensa. O seu parceiro cometerá erros assim como você, e vocês precisarão aprender. Viver junto com outra pessoa é um grande aprendizado: você aprende a perdoar, a esquecer, a entender que o outro é um ser humano como você. Basta saber perdoar.
[...]
Mas ninguém quer dizer, "Eu estava errado". Você sempre quer estar certo. O homem tenta provar por meio de argumentos que ele está certo e a mulher tenta provar por meio das emoções que ela está certa - gritando, chorando, soluçando, derramando lágrimas. E na maioria dos casos ela vence!
[...]
Abandone a ideia de que tudo tem que se encaixar, abandone a ideia de que tudo vai ser uma absoluta harmonia, porque essas não são boas ideias. Se tudo se encaixasse perfeitamente, vocês ficariam entediados; se tudo fosse harmonioso, a relação perderia todo o tempero. É bom que as coisas não se encaixem às vezes. É bom que exista uma lacuna para que sempre haja algo para explorar, algo para superar, e uma ponte precise ser construída. A vida toda pode ser uma grande exploração mútua, se aceitarmos as diferenças, o caráter único de cada indivíduo e não fizermos do amor uma escravidão, mas uma amizade."
Osho
Ninguém é feito para ninguém. Todo mundo é diferente de todo mundo. Você pode amar uma pessoa sem saber que a ama porque vocês são muito diferentes e, por isso, existe uma distância muito grande. A distância é um desafio, é uma aventura; a distância faz com que a mulher ou o homem pareçam atraentes. Mas as coisas vistas a distância têm uma aparência diferente de quando vistas de perto.
[...] E nos transmitiram, desde a infância, a ideia de que marido e mulher estão sempre em harmonia, tudo sempre vai bem, eles estão sempre juntos, se amando, sem brigas. Toda essa ideologia é um problema.
Eu gostaria de lhe dizer a verdade. A verdade é que todas as pessoas, sejam quem forem, são indivíduos diferentes. Se você ama alguém, tem de entender que essa pessoa não é a sua sombra, não é o seu reflexo no espelho, ela tem uma individualidade. A menos que você tenha um coração grande onde caiba alguém diferente de você, que possa ter ideias diferentes sobre as coisas, é melhor não arranjar problema desnecessariamente. É melhor ser padre ou freira. Para que se aborrecer? Para que criar um inferno na vida do outro?
Mas só se cria o inferno porque se espera o céu.
Estou dizendo para aceitar que a situação é esta: a pessoa vai ser diferente. Você não é o mestre, nem ela é; ambos são parceiros que, apesar das diferenças, decidiram ficar juntos. E, na verdade, as diferenças apimentam o amor. Se você encontrar uma pessoa igualzinha a você, não se sentirá atraído. A outra pessoa tem de ser diferente, distante, um mistério que lhe convide a explorá-lo.
Quando dois mistérios se encontram e não existe mais a ilusão de que têm que concordar em tudo, não há mais razão para brigar. A briga surge porque vocês querem concordância.
[...]
Não é preciso mais do que uma amizade. O amor tem que se tornar uma relação de amizade em que ninguém é superior, ninguém vai decidir nada, ambos são conscientes de que são diferentes, de que a sua visão da vida é diferente, que pensam de modo diferente e ainda assim, com todas essas diferenças o casal se ama.
Desse modo você não vai ter nenhum problema. Os problemas são criados por nós.
Não tente criar algo sobre-humano. Seja humano, aceite a humanidade da outra pessoa com toda a fragilidade a que ela está propensa. O seu parceiro cometerá erros assim como você, e vocês precisarão aprender. Viver junto com outra pessoa é um grande aprendizado: você aprende a perdoar, a esquecer, a entender que o outro é um ser humano como você. Basta saber perdoar.
[...]
Mas ninguém quer dizer, "Eu estava errado". Você sempre quer estar certo. O homem tenta provar por meio de argumentos que ele está certo e a mulher tenta provar por meio das emoções que ela está certa - gritando, chorando, soluçando, derramando lágrimas. E na maioria dos casos ela vence!
[...]
Abandone a ideia de que tudo tem que se encaixar, abandone a ideia de que tudo vai ser uma absoluta harmonia, porque essas não são boas ideias. Se tudo se encaixasse perfeitamente, vocês ficariam entediados; se tudo fosse harmonioso, a relação perderia todo o tempero. É bom que as coisas não se encaixem às vezes. É bom que exista uma lacuna para que sempre haja algo para explorar, algo para superar, e uma ponte precise ser construída. A vida toda pode ser uma grande exploração mútua, se aceitarmos as diferenças, o caráter único de cada indivíduo e não fizermos do amor uma escravidão, mas uma amizade."
Osho
"[...]Você acha, como muitas pessoas do mundo todo, que o homem é polígamo e a mulher é monogâmica, que ela espera viver com um homem só, amar um homem só, dedicar-se totalmente a um homem só, mas o homem tem uma natureza diferente. Ele quer amar outras mulheres também, pelo menos de vez em quando.
A realidade é que ambos são polígamos. A mulher foi condicionada pelo homem há milhares de anos a achar que é monogâmica. E o homem é muito astuto; ele explorou a mulher de muitas maneiras. Uma delas é dizer à mulher que os homens são polígamos por natureza. Todos os psicólogos, todos os sociólogos concordam com o fato de que os homens são polígamos, e nenhum deles diz o mesmo das mulheres. No meu entender, ambos são polígamos. Se uma mulher não se comporta como uma polígama, é por causa da sua criação, não da sua natureza. Ela está profundamente condicionada há tanto tempo que o condicionamento agora faz parte do seu sangue, dos seus ossos, até da sua medula."
OSHO
Trecho de "A essência do amor"
A realidade é que ambos são polígamos. A mulher foi condicionada pelo homem há milhares de anos a achar que é monogâmica. E o homem é muito astuto; ele explorou a mulher de muitas maneiras. Uma delas é dizer à mulher que os homens são polígamos por natureza. Todos os psicólogos, todos os sociólogos concordam com o fato de que os homens são polígamos, e nenhum deles diz o mesmo das mulheres. No meu entender, ambos são polígamos. Se uma mulher não se comporta como uma polígama, é por causa da sua criação, não da sua natureza. Ela está profundamente condicionada há tanto tempo que o condicionamento agora faz parte do seu sangue, dos seus ossos, até da sua medula."
OSHO
Trecho de "A essência do amor"
domingo, 18 de novembro de 2012
Engraçado quando você percebe que sempre te fizeram enxergar mal. É como usar um óculos sem necessidade, ou precisar dele e não tê-lo, mas não porque você quer. É como se você fosse obrigado a enxergar como eles querem...
Repressão, censura, admoestação, refreamento... Somos privados desde o berço. Privados de sermos humanos. Crescemos sendo repreendidos, crescemos repreendendo e repreendemos a nós mesmos se alguém não o faz. Se nos deparamos com alguém com atitudes mais "livres", mais naturais com relação a situações simples da vida, nos assustamos. Enxergamos segundas intenções onde não existem e malandragem onde
Repressão, censura, admoestação, refreamento... Somos privados desde o berço. Privados de sermos humanos. Crescemos sendo repreendidos, crescemos repreendendo e repreendemos a nós mesmos se alguém não o faz. Se nos deparamos com alguém com atitudes mais "livres", mais naturais com relação a situações simples da vida, nos assustamos. Enxergamos segundas intenções onde não existem e malandragem onde
não há. É o que nos ensinaram. "Isso é certo, aquilo é errado."
Vivemos uma falsa liberdade. Somos todos um "bando de zumbis " contaminados pela hipocrisia, pela religião, pela politicagem, pelas tradições...
Afortunados são aqueles que, apesar de toda escrotice do mundo, aprenderam a viver a vida com simplicidade e sem amarras. Afortunados são aqueles que estão abertos para uma nova percepção.
Afortunados são aqueles que, apesar de toda escrotice do mundo, aprenderam a viver a vida com simplicidade e sem amarras. Afortunados são aqueles que estão abertos para uma nova percepção.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
You'll do things you said you never would. You'll say things you thought wouldn' t come out of your mouth. You will hurt people, people will hurt you, but most of the time not intentionally. You can give a friend an advice, and then in 2 mo
nths he or she is gonna say: “Oh, you told me about that? I don't remember!”. You will ask people for advice, they will tell how to proceed, but you're the only one that can make a decision. We judge people all the time. We judge ourselves all the time. We think we are bad people. We blame others and the world. It's hard to accept the world. We can't be right all the time. Nobody has the right to tell you how to live your life. Nobody is flawless. Nobody is perfect. But if you're trying to do your best, and if you're working hard to be a better person, enjoy your peace of mind and greet life with a smile in your heart ♥
Pili
Pili
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
"O amor não é uma aprendizagem, mas um crescimento. Tudo o que é preciso de sua parte não é aprender os caminhos do amor, mas desaprender os caminhos do desamor. Os impedimentos precisam ser removidos, os obstáculos precisam ser destruídos, e o amor será seu ser natural e espontâneo. Uma vez removidos os obstáculos, as pedras jogadas fora, o fluxo começa. Ele já está presente, oculto atrás de muitas pedras. A primavera já está presente, ela é seu próprio ser."
Amor, liberdade e solitude (OSHO)
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
A lua-de-mel que nunca termina
"O amor não é um relacionamento. Ele se relaciona, mas não é um relacionamento. Um relacionamento é algo acabado, é um substantivo. O ponto final chegou e a lua-de-mel terminou. Agora, não existe alegria, entusiasmo; agora, tudo está acabado. Você pode levá-lo adiante apenas para cumprir suas promessas, pode levá-lo adiante porque ele é confortável, conveniente, aconchegante, pode levá-lo adiante porque não há mais nada a fazer, pode levá-lo adiante porque, se você o romper, isso criará muitos problemas para você... Relacionamento significa algo completo, acabado, fechado.
O amor nunca é um relacionamento; o amor é relacionar-se. Ele é sempre um rio, fluindo, interminável. O amor não conhece ponto final; a lua-de-mel começa, mas nunca termina. Não é como uma novela, que começa em certo ponto e acaba em outro ponto. Ele é um fenômeno que segue sempre em frente. Os amantes terminam, o amor continua - ele é um continuum. Ele é um verbo, e não um substantivo.
E por que reduzimos a beleza do relacionar-se a um relacionamento? Por que estamos com tanta pressa? Porque se relacionar é inseguro e o relacionamento é uma segurança. O relacionamento tem uma certeza; o relacionar-se é apenas um encontro de dois estranhos, talvez apenas uma pernoite e, pela manhã, dizemos adeus. Quem sabe o que vai acontecer amanhã? E temos tanto medo que desejamos torná-lo garantido, desejamos torná-lo previsível. Desejamos que o amanhã esteja de acordo com nossas ideias; não lhe permitimos liberdade para seguir seu próprio caminho. Assim, imediatamente reduzimos cada verbo a um substantivo.
Você se apaixona por uma mulher ou por um homem e imediatamente começa a pensar em se casar, a fazer um contrato legal. Por quê? Como a lei entra no amor? Ela entra no amor porque o amor não está presente. Ele é somente uma fantasia, e você sabe que a fantasia irá desaparecer. Antes que desapareça, fixe-o; antes que desapareça, faça algo, de tal modo que fique impossível se separar.
Em um mundo melhor, com pessoas mais meditativas, com um pouco mais de iluminação espalhada pela terra, as pessoas amarão, e amarão imensamente, mas esse amor continuará sendo um relacionar-se, e não um relacionamento. E não estou dizendo que o amor delas será somente momentâneo. Existe toda a possibilidade de que o amor delas possa ir mais fundo do que o seu amor, possa ter uma qualidade mais elevada de intimidade, possa ter algo mais de poesia e de divindade nele. E existe toda a possibilidade de que o amor delas possa durar mais do que dura o chamado relacionamento. Mas ele não será garantido pela lei, pelo cartório, pela polícia. A garantia será interior, será um compromisso do coração, será uma comunhão silenciosa.
Se você tiver prazer em ficar com uma pessoa, vai querer ficar com ela cada vez mais. Se você gostar da intimidade, vai querer ter cada vez mais. E existem algumas flores do amor que desabrocham somente depois de uma longa intimidade. Existem flores de estação, também; durante seis semanas elas estão lá, ao sol, mas dentro de seis semanas, novamente se vão para sempre. Existem flores que levam anos para desabrochar e existem flores que levam muitos anos, mais fundo vão. Mas precisa ser um compromisso de coração. Isso nem mesmo precisa ser verbalizado, pois verbalizar é profanar. Precisa ser um compromisso silencioso, olho no olho, entre dois corações, entre dois seres. Precisa ser entendido, não dito.
Esqueça-se dos relacionamentos e aprenda a se relacionar.
Quando você está num relacionamento, começa a encarar o outro como algo garantido, e é isso o que aniquila todos os casos de amor. A mulher acha que conhece o homem, o homem acha que conhece a mulher, e ninguém conhece o outro! É impossível conhecer o outro; o outro é sempre um mistério. E encarar o outro como algo garantido é insultante, desrespeitoso.
Achar que você conhece a sua esposa é muito, muito improdutivo. Como você pode conhecer a mulher? Como você pode conhecer o homem? Eles são processos, e não coisas. A mulher que você conheceu ontem não existe hoje. Muita água passou pelo Ganges... ela é uma outra pessoa, totalmente diferente. Relacione-se novamente, comece novamente, não tome nada como algo garantido.
E o homem com quem você dormiu a noite passada, olhe de novo para o rosto dele pela manhã. Ele não é mais a mesma pessoa, muito mudou. Muito, mas muito mudou. Essa é a diferença entre uma coisa e uma pessoa. Os móveis no quarto são os mesmos, mas o homem e a mulher não são mais os mesmos. Investigue novamente, comece novamente. É isso o que pretendo dizer com relacionar-se.
Relacionar-se significa que você está sempre começando, está continuamente tentando se familiarizar. Repetidamente, vocês estão se apresentando um ao outro. Você está tentando perceber as muitas facetas da personalidade do outro, está tentando penetrar mais e mais fundo em seu reino de sentimentos interiores, nos profundos recantos do seu ser. Você está tentando desvendar um mistério que não pode ser desvendado. Esta é a alegria do amor: a exploração da consciência.
E, se você relacionar-se e não reduzir isso a um relacionamento, o outro se tornará um espelho para você. Ao examiná-lo, inesperadamente você também examinará a si mesmo. Ao aprofundar-se no outro, ao conhecer seus sentimentos, seus pensamentos, suas mais profundas sensações, você também estará conhecendo suas sensações mais profundas. As pessoas que amam se tornam espelhos uma da outra, e o amor se torna uma meditação.
O relacionamento é feio, o relacionar-se é belo.
No relacionamento, ambas as pessoas ficam cegas uma com relação à outra. Pense: quanto tempo você olhou para seu marido? Talvez anos. Quem olha para a própria esposa? Você acha que a conhece; o que mais existe para olhar? Você está mais interessado em estranhos do que nas pessoas que você conhece - você conhece toda a topografia do corpo delas, sabe como elas reagem, sabe que tudo o que aconteceu irá acontecer várias e várias vezes. Esse é um círculo repetitivo.
Não é um círculo repetitivo, realmente não é. Nada jamais se repete; tudo é novo a cada dia. Apenas seus olhos ficam velhos, suas suposições ficam velhas, seu espelho junta poeira e você fica incapaz de refletir o outro.
Por isso eu digo: relacione-se. Quando digo relacione-se, quero dizer para você permanecer continuamente em lua-de-mel. Continuem a buscar e a procurar um ao outro, a encontrar novas maneiras de amar um ao outro, novas maneiras de estar um com o outro. E cada pessoa é um mistério tão infinito, inesgotável, insondável, que não é possível dizer: "Eu conheço você." No máximo, você pode dizer: "Tentei o que pude, mas o mistério continua sendo um mistério."
Na verdade, quanto mais você conhece, mais misterioso o outro se torna. Então, o amor é uma constante aventura."
Amor, liberdade e solitude
Osho
Apegado a nada (continuação)
"Não quero magoá-lo, mas não posso fazer nada, preciso lhe dizer a verdade: você não sabe o que é o amor. Você não pode saber, pois ainda não entrou mais fundo em sua consciência. Você não experimentou a si mesmo e não sabe quem você é. Nessa cegueira, nessa ignorância, nessa inconsciência, o amor não cresce. Esse é um deserto no qual você está vivendo. Nessa escuridão, nesse, nesse deserto, não existe possibilidade de o amor florescer.
Primeiro você precisa estar repleto de luz e repleto de deleite, tão repleto que você comece a transbordar. Essa energia transbordante é o amor. Então, o amor é conhecido como a maior perfeição do mundo. Ele nunca é mais e nunca é menos.
Mas nossa educação é tão neurótica, tão psicologicamente doente que aniquila todas as possibilidades de crescimento interior. Desde o começo lhe ensinaram a ser perfeccionista e, naturalmente, você fica aplicando suas idéias perfeccionistas a tudo, mesmo ao amor.
Outro dia eu me deparei com uma frase: O perfeccionista é a pessoa que provoca grandes dores e que provoca dores ainda maiores nos outros. E o resultado é um mundo infeliz!
Todos estão tentando ser perfeitos. E no momento em que alguém começa a tentar ser perfeito, começa a esperar que todos sejam perfeitos. Ele começa a condenar as pessoas, a humilhá-las. É isso o que seus pretensos santos têm feito através dos tempos. É isto o que suas religiões têm feito a você: envenenado seu ser com uma ideia de perfeição.
Por não poder ser perfeito, você começa a se sentir culpado e perde o respeito por você mesmo. E a pessoa que perdeu o respeito por si mesma perdeu toda a dignidade de ser humana. Seu orgulho foi destruído, sua humanidade foi destruída por belas palavras, como a perfeição.
O ser humano não pode ser perfeito. Sim, existe algo que o ser humano pode experimentar, mas que está além de sua concepção comum. A menos que ele também experimente algo do divino, ele não pode conhecer a perfeição.
Perfeição não é algo como uma disciplina, não é algo que você possa praticar, não é algo que você precise ensaiar. Mas é isso o que tem sido ensinado a todos, e o resultado é um mundo cheio de hipócritas, que sabem perfeitamente bem serem vazios e ocos, mas que insistem em simular todos os tipos de qualidade que nada mais são do que palavras vazias.
Quando você diz a alguém, "Eu amo você", já pensou no que você quis dizer? Trata-se apenas de fascínio biológico entre dois sexos? Então, quando você satisfizer seu apetite sexual, todo o pretenso amor desaparecerá. Ele era apenas uma fome e você a satisfez e está acabado. A mesma mulher que parecia a mais bela do mundo, o mesmo homem que parecia Alexandre o Grande... e você começa a pensar em como se livrar desse sujeito!
(...)
No momento em que você diz a alguém, "Eu amo você", você não sabe o que está dizendo, não sabe que é apenas sensualidade escondida atrás de uma bela palavra, amor. Ela desaparecerá, ela é muito momentânea.
(...)
Mas amor é uma dessas palavras que todos usam e ninguém entende. Os pais ficam dizendo aos filhos: "Amamos vocês." E eles são as pessoas que aniquilam os filhos, que lhes passam todos os tipos de preconceitos, todos os tipos de superstições mortas, que oprimem os filhos com todo o fardo inútil que gerações vêm carregando e que cada geração continua a transferir para a geração seguinte. A loucura continua, fica gigantesca.
Mesmo assim, todos os pais acham que amam os filhos. Se eles realmente os amassem, não gostariam que os filhos fossem suas imagens, pois eles são infelizes e nada mais. Qual é a experiência de vida deles? Pura infelicidade, sofrimento... a vida não foi uma bênção para eles, mas uma maldição. E, ainda assim, eles querem que seus filhos sejam exatamente como eles.
Eu fui hóspede de uma família. Eu estava sentado no jardim ao entardecer, o sol estava se pondo e era um belo e silencioso entardecer. Os pássaros estavam voltando para as árvores e uma criancinha da família estava sentada ao meu lado. Eu lhe perguntei: "Você sabe quem você é?" E as crianças têm mais clareza e perceptividade do que os adultos, porque esses já estão estragados, corrompidos, poluídos com todos os tipos de ideologias e religiões. A criança me olhou e disse: "Você está me fazendo uma pergunta muito difícil."
Perguntei: "Qual é a dificuldade?"
Ela respondeu: "É que eu sou filho único e, pelo que me lembro, sempre que temos hóspedes, alguém diz que meus olhos se parecem com os do meu pai, que meu nariz se parece com o da minha mãe, que meu rosto se parece com o do meu tio. Então, não sei quem eu sou, porque ninguém diz que algo se parece comigo."
Mas é isso o que tem sido feito com toda criança. Você não a deixa em paz para vivenciar ela mesma e não a deixa se tornar ela mesma. Você fica entulhando a criança com suas próprias ambições não satisfeitas. Todo pai deseja que seu filho seja a sua imagem.
Mas a criança tem seu próprio destino; se ela se tornar a sua imagem, nunca se tornará ela mesma. E, sem se tornar você mesmo, você jamais sentirá contentamento, jamais se sentirá à vontade com a existência. Você sempre estará sentindo falta de algo.
Seus pais o amam e também dizem que você precisa amá-los, porque eles são seus pais. Esse é um fenômeno estranho, e ninguém parece estar consciente dele: apenas por você ser mãe não significa que o seu filho tem de amá-la. Você precisa ser digna de amor; ser mãe não é suficiente. Você pode ser pai, mas isso não significa que automaticamente você se torne digno de amor. Só o fato de ser pai não cria um sentimento intenso de amor no filho. Mas se espera isso... e a pobre criança não sabe o que fazer. Ela começa a fingir; essa é única maneira possível. Ela começa a sorrir, quando não há sorriso em seu coração; ela começa a demonstrar amor, respeito, gratidão e tudo é falso. Ela se torna uma atriz, uma hipócrita desde o começo, um político.
Todos vivemos neste mundo onde pais, professores, sacerdotes, todos o corromperam, o deslocaram, o tiraram de você mesmo. Todos o meu empenho é para dar o se centro de volta a você. Chamo esse centramento de "meditação". Quero que você seja simplesmente você mesmo, com um grande respeito próprio, com a diginidade de saber que a existência precisa de você - e então, você poderá começar a procurar por você mesmo. Primeiro, volte para o centro; depois, comece a procurar quem você é.
(...)."
Osho
Amor, liberdade e solitude
Apegado a nada
"No momento em que o amor se torna apego, ele passa a ser um relacionamento. No momento em que o amor fica exigente, ele é uma prisão. Ele destruiu sua liberdade; você não pode voar no céu, você está engaiolado. E a pessoa se espanta...particularmente eu me esanto. As pessoas se espantam comigo, o que eu fico fazendo sozinho em meu quarto? E eu me espanto com elas, o que essas duas pessoas ficam fazendo junta? Sozinho, estou pelo menos à vontade. Se alguém estiver presente, haverá problema, algo irá acontecer. Se o outro estive presente, o silêncio não poderá permanecer: o outro vai perguntar algo, dizer algo, fazer algo, ou forçá-lo a fazer algo. Além do mais, se a mesma pessoa fica continuamente, dia após dia...
O homem que inventou a cama de casal foi um dos maiores inimigos da humanidade. Nem na cama se tem liberdade! Você não pode se mexer, o outro está ao lado. E, na maioria das vezes, o outro toma o maior espaço. Se você conseguir arranjar um espacinho, terá sorte. E lembre-se, o outro cresce. Este é um mundo muito estranho, onde as mulheres crescem e os homens encolhem. E toda a responsabilidade é do homem; ele faz com que essas mulheres engordem, engravidem. Mais problema pela frente. Depois que duas pessoas se juntam, uma do sexo masculino e outra do sexo feminino, logo chega a terceira. Se ela não chegar, os vizinhos ficarão ansiosos: "O que está acontecendo? Por que a criança não vem?"
Eu morei com muitas pessoas, em muitos lugares e ficava surpreso; por que as pessoas ficam tão ansiosas para criarem problemas para as outras? Se uma pessoa é solteira, elas se preocupam: "Por que você não se casa?" Como se o casamento fosse alguma lei universal que precisa ser seguida. Torturada por todos, a pessoa acha que é melhor que se case - pelo menos essas pessoas vão parar de torturá-la. Mas ela está errada; uma vez casada, elas começarão a perguntar: "Quando terão filhos?"
Ora, esse é um problema muito difícil. Não está em suas mãos: o filho pode vir, pode não vir e, se vier, virá quando for o momento. Mas as pessoas vão incomodar você..." Um lar não é um lar sem uma criança." É verdade, porque sem uma criança, um lar parece um templo silencioso; com uma criança, o lar parece um hospício! E com muitas crianças, os problemas se multiplicam.
Eu me sentei em silêncio em meu quarto durante toda a minha vida. Não incomodo ninguém, nunca perguntei a alguém: "Por que você está casado? Por que não teve um filho?" Não acho que seja civilizado fazer essas perguntas, essas indagações; isso é desrespeitar a liberdade alheia.
E as pessoas continuam vivendo com o cônjuge, com os filhos... E como a presença de cada novo membro que entra na família vai perturbar muitas coisas, você automaticamente fica cada vez menos sensível. Você escuta menos, enxerga menos, cheira menos, saboreia menos.
(...)
E no fundo, milhões de pessoas sentem que, se tivessem ficado sozinhas, se nunca tivessem se importado com o amor e o casamento... mas agora, nada pode ser feito, não se pode voltar atrás, não se pode ficar novamente solteiro. Na verdade, você pode ter ficado tão acostumado com a prisão que não pode abandoná-la. Ela é um tipo de segurança; é aconchegante, embora miserável. O cobertor está apodrecido, mas a cama de casal... pelos menos você não está só em sua infelicidade, alguém a está compartilhando. O fato é: alguém está criando infelicidade para você e você está criando infelicidade para essa pessoa.
O amor precisa ser do tipo que dá liberdade, e não novas correntes a você; um amor que lhe dá asas e o apóia para voar tão alto quanto possível.
(...)"
Do livro Amor, liberdade e solitude
"No momento em que você sente que não depende mais de ninguém, uma profunda serenidade e silêncio caem sobre você, uma tranquila entrega. Isso não significa que você pare de amar. Pelo contrário, pela primeira vez você conhece uma nova qualidade, uma nova dimensão do amor, um amor que não é mais biológico, que está mais próximo da amabilidade do que qualquer relacionamento."
Amor, liberdade e solitude
OSHO
Amor, liberdade e solitude
OSHO
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
"(...) O ser humano deveria considerar-se como uma criança brincando na praia, pegando conchinhas, pedras coloridas e sentindo um grande contentamento, como se tivesse encontrado um grande tesouro. Se uma pessoa puder desfrutar as pequenas coisas da vida, puder viver em liberdade e puder permitir que os outros vivam em liberdade, todo este mundo poderá se tornar totalmente diferente. Então, ele terá uma beleza, uma graça: terá grande luminosidade, todos os corações chamejantes. E depois de conhecido o fogo, as chamas continuarão a crescer. As chamas do amor crescem como as árvores; elas dão flores e frutos, assim como as árvores."
Amor, liberdade e solitude
OSHO
Amor, liberdade e solitude
OSHO
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Engraçado como a maioria das pessoas considera o amor como justificativa. "Eu amo meu namorado porque ele é bom." "Eu amo a minha esposa porque ela é carinhosa." "Eu amo meu marido porque ele aguenta as minhas chatices." Estranho como muita gente vê o amor assim. Estranho como muita gente não "larga" seus parceiros por esses motivos. O amor não deveria ser um complemento? Amar alguém e além de algo ou apesar de algo estar com ela? Amor é motivo, justificativa? Ou amor é aquele tempero que faz o caminho ficar mais agradável?
Pili
Pili
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Não sei ser amiga, não sei ser namorada. Não sei amar. Quanto mais acho que estou evoluindo com relação a isso, mais percebo que estou retrocedendo. Não sei amar. Talvez nunca aprenda. E assim eu vou afastando as pessoas da minha vida. "Você vai acabar ficando sozinha!" É. É isso que vai acontecer. Será?
Pili
Pili
H. cyumori
"John Dryden chamou o ciúme de 'a icterícia da alma'. Se seu ciúme se interpõe em seu
caminho e cria qualquer soma de imobilidade emocional, então você pode estabelecer como
meta a eliminação desse raciocínio inútil. O ciúme é, na realidade, a exigência de que
alguém o ame de determinada maneira, com você dizendo: 'Isso não é justo', quando isso
acontece.
Deriva de uma falta de confiança em si, simplesmente porque é uma atividade dirigida por
outra pessoa. Permite que o comportamento dos outros seja a causa de seu desconforto
emocional. As pessoas que realmente gostam de si mesmas não escolhem ter ciúmes, nem
permitem a si próprias serem perturbadas quando alguém mais não age com justiça.
Você nunca pode prever como alguém a quem ama irá reagir ante outro ser humano, mas se
eles escolherem carinho e amor entre si, você só poderá sentir a imobilidade do ciúme se vir
que as decisões deles têm algo a ver com você. A escolha é sua. Se um parceiro ama outra
pessoa, não está sendo 'injusto', simplesmente está sendo. Se você rotula a situação de
'injusta', provavelmente irá acabar tentando descobrir por quê."
Faz todo sentido! E por que é tão difícil colocar em prática? É horrível sentir como se você quisesse controlar a outra pessoa. É horrível, ridículo, patético. Desejar q o outro não deseje sentir o que ele sente :/ É horrível pensar que você é menos importante, menos querida, menos amada, porque as outras também recebem os elogios que você recebe. É horrível se sentir a pessoa mais insegura do mundo que precisa ficar repetindo autoelogios para se sentir confiante. Você não precisa disso. Não precisa de elogios, não precisa de ninguém. Você só precisa de você. The end
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Você já se deu conta. Já sabe o que fazer, mas não é fácil. Não é nada fácil deixar tudo aquilo que fez com que você negasse a sua própria natureza. Só agora você se dá conta de que sempre amou errado. Você não se deixava ser livre, por mais que no fundo desejasse. Não deixava que o outro fosse livre também. Amor é isso, é ser livre e deixar que o outro simplesmente seja. Simples? Simples. Mas você ainda não se livrou totalmente de tudo o que aprendeu errado. Coisas que te disseram, coisas que você viveu, medos, preocupações. Mas você está se libertando aos poucos. É preciso paciência. Você passou a olhar mais para o seu interior, mas não está sozinha nessa. Ele, o precioso, te emprestou óculos para que você pudesse enxergar melhor, sob uma nova perspectiva, fazendo com que você mostrasse tudo o que está aí. Ele te ajudou a soltar essa pilha de neuras, repressões, culpas. Ele te ajudou e continua ajudando. Agora é com você.
domingo, 5 de agosto de 2012
A new you
Ela estava ali, esperando que você a acolhesse. Estava ali no seu âmago. Não é errado porque os outros dizem que é. Só será errado se fizer com que você se anule. O mundo está aí. A necessidade de acolher uma nova percepção estava ali, esperando que você a abraçasse. Não a afaste novamente com medo de "quebrar tradições". Você já se sente mais livre. Deixe que toda essa nova visão, que é parte de você, venha à tona.
Pili
"Jogue a tradição para o lado e o mundo será seu, para usar tão criativamente quanto queira." Dr. Wayne Dyer
Pili
"Jogue a tradição para o lado e o mundo será seu, para usar tão criativamente quanto queira." Dr. Wayne Dyer
sábado, 4 de agosto de 2012
Not guilty
Já passou. Não se culpe e não culpe os outros pelo que já aconteceu. Não culpe a cultura, as convenções, a religião, a sociedade por você se sentir frustrado dessa maneira. Sim, mais do que nunca, toda essa "explosão" que vem aí de dentro é uma necessidade de se libertar, de poder ser quem você é. Você foi rotulado a vida inteira, mas se quiser você pode parar com isso. Você pode ser o que quiser. Liberte-se de uma vez! Acorde! Você pode deixar tudo isso pra trás. Esteja consciente de que para descobrir o seu próprio valor você não precisa se definir, não precisa provar nada para os outros, não precisa da aprovação alheia. Apenas seja. Sem amarras, sem culpa, sem mágoas. Se esperam algo de você, deixe que esperem. Faça por você. Respeite o seu próprio espaço, o seu tempo, suas necessidades. Não há nada de errado em ser bom, generoso, e você sabe lá no fundo que você não é apenas isso. Não queira surpreender os outros. Surpreenda-se a si mesmo. Não espere reconhecimento. Esteja consciente de ser o que é, simplesmente. Sem culpa.
Pili
Pili
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
DESIDERATO
"No meio do barulho e da agitação, caminhe tranqüilo, pensando na paz que você pode encontrar no silêncio.
Procure viver em harmonia com as pessoas que estão ao seu redor, sem abrir mão de sua dignidade.
Fale a sua verdade, clara e mansamente.
Escute a verdade dos outros, pois eles também têm a sua própria história.
Evite as pessoas agitadas e agressivas: elas afligem o nosso espírito.
Procure viver em harmonia com as pessoas que estão ao seu redor, sem abrir mão de sua dignidade.
Fale a sua verdade, clara e mansamente.
Escute a verdade dos outros, pois eles também têm a sua própria história.
Evite as pessoas agitadas e agressivas: elas afligem o nosso espírito.
Não se compare aos demais, olhando as pessoas como superiores ou inferiores a você: isso o tornaria superficial e amargo.
Viva intensamente os seus ideais e o que você já conseguiu realizar.
Mantenha o interesse no seu trabalho, por mais humilde que seja:
ele é um verdadeiro tesouro na contínua mudança dos tempos.
Seja prudente em tudo que fizer, porque o mundo está cheio de armadilhas.
Mas não fique cego para o bem que sempre existe.
Há muita gente lutando por nobres causas.
Em toda parte, a vida está cheia de heroísmo.
Seja você mesmo. Sobretudo não simule afeição e não transforme o amor numa brincadeira, pois no meio de tanta aridez, ele é perene como a relva.
Aceite com carinho o conselho dos mais velhos e seja compreensivo com os impulsos inovadores da juventude.
Cultive a força do espírito e você estará preparado para enfrentar as surpresas da sorte adversa.
Não se desespere com perigos imaginários: muitos temores têm sua origem no cansaço e na solidão.
Ao lado de uma sadia disciplina, conserve, para consigo mesmo, uma imensa bondade.
Você é filho do Universo, irmão das estrelas e árvores, você merece estar aqui.
E mesmo se você não puder perceber, a terra e o Universo vão cumprindo o seu destino.
Procure, pois, estar em paz com DEUS, seja qual for o nome que você lhe der.
No meio de seus trabalhos e aspirações, na fatigante jornada pela vida, conserve, no mais profundo do ser, a harmonia e a paz.
Acima de toda mesquinhez, falsidade e desengano, o mundo ainda é bonito.
Caminhe com cuidado, faça tudo para ser feliz e partilhe com os outros a sua felicidade."
Texto encontrado em Baltimore na antiga Igreja de Saint-Paul, em 1632.
Viva intensamente os seus ideais e o que você já conseguiu realizar.
Mantenha o interesse no seu trabalho, por mais humilde que seja:
ele é um verdadeiro tesouro na contínua mudança dos tempos.
Seja prudente em tudo que fizer, porque o mundo está cheio de armadilhas.
Mas não fique cego para o bem que sempre existe.
Há muita gente lutando por nobres causas.
Em toda parte, a vida está cheia de heroísmo.
Seja você mesmo. Sobretudo não simule afeição e não transforme o amor numa brincadeira, pois no meio de tanta aridez, ele é perene como a relva.
Aceite com carinho o conselho dos mais velhos e seja compreensivo com os impulsos inovadores da juventude.
Cultive a força do espírito e você estará preparado para enfrentar as surpresas da sorte adversa.
Não se desespere com perigos imaginários: muitos temores têm sua origem no cansaço e na solidão.
Ao lado de uma sadia disciplina, conserve, para consigo mesmo, uma imensa bondade.
Você é filho do Universo, irmão das estrelas e árvores, você merece estar aqui.
E mesmo se você não puder perceber, a terra e o Universo vão cumprindo o seu destino.
Procure, pois, estar em paz com DEUS, seja qual for o nome que você lhe der.
No meio de seus trabalhos e aspirações, na fatigante jornada pela vida, conserve, no mais profundo do ser, a harmonia e a paz.
Acima de toda mesquinhez, falsidade e desengano, o mundo ainda é bonito.
Caminhe com cuidado, faça tudo para ser feliz e partilhe com os outros a sua felicidade."
Texto encontrado em Baltimore na antiga Igreja de Saint-Paul, em 1632.
terça-feira, 24 de julho de 2012
"(...)
Se você fica alerta, muitas coisas simplesmente somem; você não precisar se livrar delas. A consciência torna certas coisas impossíveis. E essa definição é minha, não existe outro critério. Você não se apaixona, não fica "caído de amores" por alguém, caso tenha consciência do que faz: portanto, cair de amores é pecado. Você pode amar, mas isso não será uma queda, será uma elevação. Por que se usa a expressão "cair de amores" (em inglês, falling in love)? Trata-se de uma queda; você está caindo, não está se elevando. Quando está consciente, você não cai - nem mesmo de amores. Isso não é possível; simplesmente não é possível. Com consciência, isso é impossível, você "se eleva" no amor. E esse é um fenômeno totalmente diferente de se apaixonar. Quem cai de amores por alguém está sonhando. É por isso que, quando uma pessoa está apaixonada, você consegue ver isso nos olhos dela: é como se ela estivesse mais entorpecida que as outras, como se estivesse inebriada, perdida em sonhos. Você consegue ver isso nos olhos dela porque eles mostram uma certa sonolência. As pessoas que "se elevam" por meio do amor são totalmente diferentes. Você pode ver que elas não estão mais perdida em sonhos, elas encaram a realidade de frente e crescem com ela.
"Cair de amores" por alguém faz com que você continue sendo uma criança; quando "se eleva no amor", você amadurece. E, pouco a pouco, o amor se torna um relacionamento; torna-se um estado do seu ser. A partir de então, não é que você ame isto e não ame aquilo, não! - você é simplesmente amor. Com quem quer que se aproxime, você compartilha. Seja o que for que aconteça, você oferece o seu amor. Você toca uma pedra e é como se olhasse a face da pessoa amada. Esse amor se torna um estado de ser. Não que você esteja amando - agora você é amor. Trata-se de uma elevação, não de uma queda.
O amor é lindo quando você se eleva por meio dele, mas vira uma coisa suja e feia quando você cai por meio dele, E, mais cedo ou mais tarde, você descobre que ele se torna venenoso, vira um cativeiro. Você pode ser pego por ele e perder a liberdade. Suas asas são cortadas; você deixa de ser livre. Quando cai de amores por alguém, você vira uma possessão, você possui a outra pessoa e deixa que ela possua você. Você vira uma coisa e tenta fazer da outra pessoa uma coisa também.
Olhe um casal de marido e mulher. Ambos se tornaram coisas, não são mais pessoas. Um está tentando possuir o outro. Só os objetos podem ser possuídos, nunca as pessoa. Como você pode possuir uma pessoa? Como pode dominar uma pessoa? Como pode converter uma pessoa numa possessão? Impossível" mas o marido está tentando possuir a mulher e a mulher está tentando fazer exatamente o mesmo. Então acontece um choque, eles viram praticamente inimigos. Cultivam uma relação destrutiva.
(...)
Possessão... todo mundo continua querendo possuir a pessoa amada. Não é mais amor. Na verdade, quando você possui uma pessoa, você odeia, destrói, mata; você é um assassino. O amor liberta; o amor é liberdade. O amor faz da pessoa amada alguém cada vez mais livre; o amor dá asas e abre a imensidão do céu. Ele não pode ser uma prisão, uma clausura. Mas esse amor você não conhece, porque ele só acontece quando você está acordado; esse tipo de amor só brota quando existe consciência. O amor que você conhece é pecaminoso, pois ele é fruto do sono.
E isso vale para tudo o que você faz. Mesmo quando tenta fazer algo de bom, você faz mal. Olhe para os "bons samaritanos"; eles sempre fazem mal, são as pessoas mais nocivas deste mundo. Os reformistas sociais, supostos revolucionários, são as pessoas mais nocivas da face da terra. Mas é difícil ver o dano que causam, porque elas são pessoas muito boas, estão sempre fazendo algo de bom pelos outros - esse é o jeito que arranjaram de aprisionar as pessoas. Se deixar que lhe façam algo de bom, você acaba nas mãos delas. Elas começam massageando seus pés e, quando você menos espera, estão com as mãos em volta do seu pescoço! Começam nos pés e acabam no pescoço, porque elas não estão conscientes; não sabem o que estão fazendo. Aprenderam um truque - se você quer possuir uma pessoa, seja bom para ela. Essas pessoas nem sequer têm consciência de que aprenderam esse truque. Mas elas só farão mal aos outros porque qualquer coisa - qual-quer coi-sa - que seja feita com o intuito de possuir outra pessoa, seja qual for o nome ou forma que isso tenha - é anti-religioso, é pecado.
(...)"
Mundos particulares; Consciência (OSHO)
Se você fica alerta, muitas coisas simplesmente somem; você não precisar se livrar delas. A consciência torna certas coisas impossíveis. E essa definição é minha, não existe outro critério. Você não se apaixona, não fica "caído de amores" por alguém, caso tenha consciência do que faz: portanto, cair de amores é pecado. Você pode amar, mas isso não será uma queda, será uma elevação. Por que se usa a expressão "cair de amores" (em inglês, falling in love)? Trata-se de uma queda; você está caindo, não está se elevando. Quando está consciente, você não cai - nem mesmo de amores. Isso não é possível; simplesmente não é possível. Com consciência, isso é impossível, você "se eleva" no amor. E esse é um fenômeno totalmente diferente de se apaixonar. Quem cai de amores por alguém está sonhando. É por isso que, quando uma pessoa está apaixonada, você consegue ver isso nos olhos dela: é como se ela estivesse mais entorpecida que as outras, como se estivesse inebriada, perdida em sonhos. Você consegue ver isso nos olhos dela porque eles mostram uma certa sonolência. As pessoas que "se elevam" por meio do amor são totalmente diferentes. Você pode ver que elas não estão mais perdida em sonhos, elas encaram a realidade de frente e crescem com ela.
"Cair de amores" por alguém faz com que você continue sendo uma criança; quando "se eleva no amor", você amadurece. E, pouco a pouco, o amor se torna um relacionamento; torna-se um estado do seu ser. A partir de então, não é que você ame isto e não ame aquilo, não! - você é simplesmente amor. Com quem quer que se aproxime, você compartilha. Seja o que for que aconteça, você oferece o seu amor. Você toca uma pedra e é como se olhasse a face da pessoa amada. Esse amor se torna um estado de ser. Não que você esteja amando - agora você é amor. Trata-se de uma elevação, não de uma queda.
O amor é lindo quando você se eleva por meio dele, mas vira uma coisa suja e feia quando você cai por meio dele, E, mais cedo ou mais tarde, você descobre que ele se torna venenoso, vira um cativeiro. Você pode ser pego por ele e perder a liberdade. Suas asas são cortadas; você deixa de ser livre. Quando cai de amores por alguém, você vira uma possessão, você possui a outra pessoa e deixa que ela possua você. Você vira uma coisa e tenta fazer da outra pessoa uma coisa também.
Olhe um casal de marido e mulher. Ambos se tornaram coisas, não são mais pessoas. Um está tentando possuir o outro. Só os objetos podem ser possuídos, nunca as pessoa. Como você pode possuir uma pessoa? Como pode dominar uma pessoa? Como pode converter uma pessoa numa possessão? Impossível" mas o marido está tentando possuir a mulher e a mulher está tentando fazer exatamente o mesmo. Então acontece um choque, eles viram praticamente inimigos. Cultivam uma relação destrutiva.
(...)
Possessão... todo mundo continua querendo possuir a pessoa amada. Não é mais amor. Na verdade, quando você possui uma pessoa, você odeia, destrói, mata; você é um assassino. O amor liberta; o amor é liberdade. O amor faz da pessoa amada alguém cada vez mais livre; o amor dá asas e abre a imensidão do céu. Ele não pode ser uma prisão, uma clausura. Mas esse amor você não conhece, porque ele só acontece quando você está acordado; esse tipo de amor só brota quando existe consciência. O amor que você conhece é pecaminoso, pois ele é fruto do sono.
E isso vale para tudo o que você faz. Mesmo quando tenta fazer algo de bom, você faz mal. Olhe para os "bons samaritanos"; eles sempre fazem mal, são as pessoas mais nocivas deste mundo. Os reformistas sociais, supostos revolucionários, são as pessoas mais nocivas da face da terra. Mas é difícil ver o dano que causam, porque elas são pessoas muito boas, estão sempre fazendo algo de bom pelos outros - esse é o jeito que arranjaram de aprisionar as pessoas. Se deixar que lhe façam algo de bom, você acaba nas mãos delas. Elas começam massageando seus pés e, quando você menos espera, estão com as mãos em volta do seu pescoço! Começam nos pés e acabam no pescoço, porque elas não estão conscientes; não sabem o que estão fazendo. Aprenderam um truque - se você quer possuir uma pessoa, seja bom para ela. Essas pessoas nem sequer têm consciência de que aprenderam esse truque. Mas elas só farão mal aos outros porque qualquer coisa - qual-quer coi-sa - que seja feita com o intuito de possuir outra pessoa, seja qual for o nome ou forma que isso tenha - é anti-religioso, é pecado.
(...)"
Mundos particulares; Consciência (OSHO)
domingo, 22 de julho de 2012
" (...)
Fique no presente. Traga todo o seu ser para o presente. Não deixe que o passado interfira nem deixe que o futuro assuma o comando. O passado não existe mais, está morto. E, como diz Jesus, "Deixem que os mortos enterrem seus mortos". O passado não existe mais, por que você está preocupado com ele? Por que vive remoendo o que já aconteceu? Você está louco? Ele não existe mais; existe só na sua cabeça, é só uma lembrança.
(...)"
Consciência: Mundos particulares (OSHO)
Fique no presente. Traga todo o seu ser para o presente. Não deixe que o passado interfira nem deixe que o futuro assuma o comando. O passado não existe mais, está morto. E, como diz Jesus, "Deixem que os mortos enterrem seus mortos". O passado não existe mais, por que você está preocupado com ele? Por que vive remoendo o que já aconteceu? Você está louco? Ele não existe mais; existe só na sua cabeça, é só uma lembrança.
(...)"
Consciência: Mundos particulares (OSHO)
sábado, 21 de julho de 2012
A compreensão
"Eu nunca uso a palavra renúncia. Eu digo: - Regozije-se com a vida, com o amor, com a meditação, com as belezas deste mundo, com o êxtase da existência - regozije-se com tudo! Transforme o mundano em sagrado. Transforme estas paragens em outras paragens, transforme a terra num paraíso.
E então, indiretamente, uma certa renúncia começa a acontecer. Mas ela acontece naturalmente, não é você quem a faz. Não é um fazer, é um acontecer. Você começa renunciando à insensatez, renunciando ao lixo. Renunciando aos relacionamentos sem sentido. Renunciando aos trabalhos que não o preenchem. Renunciando aos lugares em que não é possível crescer. Mas eu não chamo isso de renúncia, eu chamo de entendimento, consciência.
Se você está carregando pedras na mão achando que são diamantes, não vou lhe dizer para renunciar a essas pedras. Direi simplesmente: - Fique atento e olhe direito! - Se você mesmo vir que não são diamantes, haverá necessidade de renunciar a elas? Elas cairão das suas mãos por sua espontânea vontade. Na verdade, se você ainda quiser carregá-las, será preciso fazer um enorme esforço, será preciso uma enorme força de vontade para continuar carregando-as. Mas você não fará isso por muito tempo; depois que perceber que elas são inúteis, insignificantes, você não hesitará em jogá-las fora.
E, depois que suas mãos estiverem vazias, você poderá partir em busca de tesouros verdadeiros. E os tesouros verdadeiros não estão no futuro. Os tesouros estão no agora, aqui mesmo."
Consciência (OSHO)
E, depois que suas mãos estiverem vazias, você poderá partir em busca de tesouros verdadeiros. E os tesouros verdadeiros não estão no futuro. Os tesouros estão no agora, aqui mesmo."
Consciência (OSHO)
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Se se morre de amor
Se se morre de amor! — Não, não se morre,
Quando é fascinação que nos surpreende
De ruidoso sarau entre os festejos;
Quando luzes, calor, orquestra e flores
Assomos de prazer nos raiam n'alma,
Que embelezada e solta em tal ambiente
No que ouve, e no que vê prazer alcança!
Simpáticas feições, cintura breve,
Graciosa postura, porte airoso,
Uma fita, uma flor entre os cabelos,
Um quê mal definido, acaso podem
Num engano d'amor arrebatar-nos.
Mas isso amor não é; isso é delírio,
Devaneio, ilusão, que se esvaece
Ao som final da orquestra, ao derradeiro
Clarão, que as luzes no morrer despedem:
Se outro nome lhe dão, se amor o chamam,
D'amor igual ninguém sucumbe à perda.
Amor é vida; é ter constantemente
Alma, sentidos, coração — abertos
Ao grande, ao belo; é ser capaz d'extremos,
D'altas virtudes, té capaz de crimes!
Compr'ender o infinito, a imensidade,
E a natureza e Deus; gostar dos campos,
D'aves, flores, murmúrios solitários;
Buscar tristeza, a soledade, o ermo,
E ter o coração em riso e festa;
E à branda festa, ao riso da nossa alma
Fontes de pranto intercalar sem custo;
Conhecer o prazer e a desventura
No mesmo tempo, e ser no mesmo ponto
O ditoso, o misérrimo dos entes;
Isso é amor, e desse amor se morre!
Amar, e não saber, não ter coragem
Para dizer que amor que em nós sentimos;
Temer qu'olhos profanos nos devassem
O templo, onde a melhor porção da vida
Se concentra; onde avaros recatamos
Essa fonte de amor, esses tesouros
Inesgotáveis, d'ilusões floridas;
Sentir, sem que se veja, a quem se adora,
Compr'ender, sem lhe ouvir, seus pensamentos,
Segui-la, sem poder fitar seus olhos,
Amá-la, sem ousar dizer que amamos,
E, temendo roçar os seus vestidos,
Arder por afogá-la em mil abraços:
Isso é amor, e desse amor se morre!
Se tal paixão porém enfim transborda,
Se tem na terra o galardão devido
Em recíproco afeto; e unidas, uma,
Dois seres, duas vidas se procuram,
Entendem-se, confundem-se e penetram
Juntas — em puro céu d'êxtases puros:
Se logo a mão do fado as torna estranhas,
Se os duplica e separa, quando unidos
A mesma vida circulava em ambos;
Que será do que fica, e do que longe
Serve às borrascas de ludíbrio e escárnio?
Pode o raio num píncaro caindo,
Torná-lo dois, e o mar correr entre ambos;
Pode rachar o tronco levantado
E dois cimos depois verem-se erguidos,
Sinais mostrando da aliança antiga;
Dois corações porém, que juntos batem,
Que juntos vivem, — se os separam, morrem;
Ou se entre o próprio estrago inda vegetam,
Se aparência de vida, em mal, conservam,
Ânsias cruas resumem do proscrito,
Que busca achar no berço a sepultura!
Esse, que sobrevive à própria ruína,
Ao seu viver do coração, — às gratas
Ilusões, quando em leito solitário,
Entre as sombras da noite, em larga insônia,
Devaneando, a futurar venturas,
Mostra-se e brinca a apetecida imagem;
Esse, que à dor tamanha não sucumbe,
Inveja a quem na sepultura encontra
Dos males seus o desejado termo!
Gonçalves Dias
Se se morre de amor? Não, não se morre de amor. Sou prova disso. Eu e tantos outros. Ninguém morre de amor. Se vive de amor. Poderia dizer que estou morrendo de amores por alguém. Mas eu digo melhor; digo que eu estou vivendo de amores por um certo Alfajor do Monte das Oliveiras Crocantes.
| Uma oliveira "desnuda" por causa do inverno. O inverno que tanto te agrada. O inverno que me agrada quando tenho você pra me esquentar. |
domingo, 27 de maio de 2012
Vive comigo?
Se a vida a dois é difícil? É sim. Mas é mais difícil, porque não é a dois. É a três, a quatro, a cinco... Mas o amor e a vontade de estar juntos é maior do que essa dificuldade. E continuamos construindo a casinha, encaixando as pecinhas do lego, da vida.
Pili
Pili
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Ninguém é perfeito
"Você irá encontrar a tampa da sua panela."
"Vocês foram feitos um para o outro."
Como resultado desses "dizeres" tão compartilhados ao longo da vida, nos deparamos com questionamentos do tipo:
"Por que as pessoas não são exatamente do jeito que a gente quer?"
Quem nunca se fez essa pergunta?
Quem nunca pensou que, realmente, a vida seria mais simples se quem escolhemos para estar ao nosso lado, fosse a nossa visão exata de companheiro ideal?
Quem nunca achou que podia, quis ou tentou mudar/moldar o outro?
Eu já. E não faz muito tempo.
Eu já. E não faz muito tempo.
Acredito que seria mais fácil, mas imagino que não teria graça, tampouco ficaríamos satisfeitos.
A gente sempre ouve dizer que nenhum relacionamento é um "mar de rosas", como vemos nos filmes, novelas, pinturas ou como ouvimos nas canções e na voz de uma amiga ou amigo relatando sobre o fato de não ter brigas, não ter falta de sintonia com seus parceiros. Falar é fácil. Viver e quebrar a cara são outros quinhentos.
Hoje, por exemplo, vejo que "I was made for loving you baby/You were made for loving me" do Kiss e "I was born to love you/ with every single beat of my heart" do Queen são refrões que não fazem o menor sentido. Agora ouço-os e canto sem levar a letra a sério. Só pela melodia, pela emoção.
Realmente devemos pensar que nascemos para alguém? Que existe alguém com as qualidades e defeitos suportáveis descritos e desejados por nós em algum momento da vida? Ou ainda que existe alguém que nem defeitos tenha? Impossível. Ademais, somos seres pensantes e temos desejos voláteis. Nossos padrões podem mudar. Logo, a nossa visão de ideal pode não ser a mesma de ontem.
Pois é. Ninguém é perfeito. Portanto, nenhum relacionamento será perfeito. As pessoas não são robôs. As pessoas não mudam e, apesar de ter ouvido isso a vida toda, eu só aprendi na prática. Entre vivências e reflexões, aprendi que, mesmo te amando, ela(e) não vai deixar de ser preguiçosa(o), não vai emagrecer, não vai parar de beber, não vai parar de fumar, não vai deixar de ser ciumenta(o), não vai lavar a louça, não vai levantar a bunda da cadeira pra procurar um emprego, enquanto ela(e) não se convencer de que o que está fazendo é o melhor pra ela(e), antes de tudo.
Indubitavelmente ela(e) te ama. Mas eu também aprendi que o amor não é tudo. De que adianta o amor se não houver cumplicidade, interesses em comum, respeito, ganas de melhorar, evoluir. Não existe perfeição, existe a construção. E a construção não deve ser em busca da perfeição, mas sim de uma harmonia durável, capaz de tornar o caminho muito mais agradável.
Será que deixei de ser romântica? Ou deixei de ser "cega"? Não sei. Acho que virei adepta do romantismo pragmático. Nada extremo, muito menos superficial. Talvez seja esse o equilíbrio que eu tanto buscava.
Será que deixei de ser romântica? Ou deixei de ser "cega"? Não sei. Acho que virei adepta do romantismo pragmático. Nada extremo, muito menos superficial. Talvez seja esse o equilíbrio que eu tanto buscava.
Pili
sexta-feira, 11 de maio de 2012
"Desaprendendo" e construindo
Não sabe de onde vem tanta insegurança. Tenta de todas as formas revirar o passado para descobrir a raiz de tal problema. Sente-se amada, porém questiona:
- Por que você me ama?
Talvez o problema esteja na tentativa de ser perfeita, nos valores construídos baseados em contos de fadas e na doutrina cristã. Na visão superestimada dos exemplos de relacionamentos bem sucedidos na família.
- Não existe casal perfeito! - ele havia dito a ela há alguns anos.
Para ela, o que ele havia dito tinha fundamento. Era algo a se pensar. Mas ela "aprendeu", ao longo dos anos, que casais eram como pares iguais, almas gêmeas, metades que se completavam. "Eu encontrei o amor da minha vida". "Ele tem tudo a ver comigo". "Temos muito em comum". "Gostamos das mesmas coisas, pensamos de forma parecida em tudo". Era o que quase sempre escutava...
NÃO! As pessoas não deveriam disseminar esse tipo de pensamento como certo. Aliás, quando o assunto é amor, não há que se falar em certo ou errado. Hoje eu enxergo isso! Por que as pessoas valorizam e enumeram como ideais esses modelos de união? Não é muito mais enriquecedor achar alguém que irá te acrescentar valores, questionamentos, provocar revoluções? Afinal, vocês se encontraram por perseguirem um mesmo fim, conscientes de que irão chegar lá através de meios diferentes, pensamentos diferentes, criações diferentes, vivências distintas.
"Os opostos se atraem", como dizem por aí. Para alguns faz sentido, para outros não. Tampouco estou dizendo que uma certa afinidade não seja importante. No meu caso, há a afinidade, há o amor e há um trabalho a ser feito a fim de respeitar a individualidade alheia, melhorar algumas ideias para enriquecer e trazer diversidade ao caminho.
Pili
- Por que você me ama?
Talvez o problema esteja na tentativa de ser perfeita, nos valores construídos baseados em contos de fadas e na doutrina cristã. Na visão superestimada dos exemplos de relacionamentos bem sucedidos na família.
- Não existe casal perfeito! - ele havia dito a ela há alguns anos.
Para ela, o que ele havia dito tinha fundamento. Era algo a se pensar. Mas ela "aprendeu", ao longo dos anos, que casais eram como pares iguais, almas gêmeas, metades que se completavam. "Eu encontrei o amor da minha vida". "Ele tem tudo a ver comigo". "Temos muito em comum". "Gostamos das mesmas coisas, pensamos de forma parecida em tudo". Era o que quase sempre escutava...
NÃO! As pessoas não deveriam disseminar esse tipo de pensamento como certo. Aliás, quando o assunto é amor, não há que se falar em certo ou errado. Hoje eu enxergo isso! Por que as pessoas valorizam e enumeram como ideais esses modelos de união? Não é muito mais enriquecedor achar alguém que irá te acrescentar valores, questionamentos, provocar revoluções? Afinal, vocês se encontraram por perseguirem um mesmo fim, conscientes de que irão chegar lá através de meios diferentes, pensamentos diferentes, criações diferentes, vivências distintas.
"Os opostos se atraem", como dizem por aí. Para alguns faz sentido, para outros não. Tampouco estou dizendo que uma certa afinidade não seja importante. No meu caso, há a afinidade, há o amor e há um trabalho a ser feito a fim de respeitar a individualidade alheia, melhorar algumas ideias para enriquecer e trazer diversidade ao caminho.
Pili
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Caminhando
Desejo a todos aqueles que almejam encontrar um(a) companheiro(a) para a VIDA:
- que encontrem alguém que provoque questionamentos antes não explorados;
- que encontrem alguém que provoque uma mudança, uma melhora, uma uma (R)evolução nos conceitos, antes carregados de pré-julgamentos;
- que, mesmo que existam traumas ou sentimentos mal resolvidos, mal interpretados, possa existir uma abertura para novas experiências;
- que possa haver muito diálogo;
- que saibam que ser tudo para alguém é impossível, pois o mundo é vasto;
- que haja a convicção de que devemos ser preciosos para nós mesmos em primeiro lugar;
- que, mesmo ante as divergências e a dor, haja a certeza do amor;
- que haja também a certeza de que nada está perdido e de que as coisas podem sempre melhorar.
Pili
- que encontrem alguém que provoque questionamentos antes não explorados;
- que encontrem alguém que provoque uma mudança, uma melhora, uma uma (R)evolução nos conceitos, antes carregados de pré-julgamentos;
- que, mesmo que existam traumas ou sentimentos mal resolvidos, mal interpretados, possa existir uma abertura para novas experiências;
- que possa haver muito diálogo;
- que saibam que ser tudo para alguém é impossível, pois o mundo é vasto;
- que haja a convicção de que devemos ser preciosos para nós mesmos em primeiro lugar;
- que, mesmo ante as divergências e a dor, haja a certeza do amor;
- que haja também a certeza de que nada está perdido e de que as coisas podem sempre melhorar.
Pili
domingo, 6 de maio de 2012
Promessas de casamento
"Em maio de 98, escrevi um texto em que afirmava que achava bonito o ritual do casamento na igreja, com seus vestidos brancos e tapetes vermelhos, mas que a única coisa que me desagradava era o sermão do padre. "Promete ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-lhe e respeitando-lhe até que a morte os separe?" Acho simplista e um pouco fora da realidade. Dou aqui novas sugestões de sermões:
- Promete não deixar a paixão fazer de você uma pessoa controladora, e sim respeitar a individualidade do seu amado, lembrando sempre que ele não pertence a você e que está ao seu lado por livre e espontânea vontade?
- Promete saber ser amiga(o) e ser amante, sabendo exatamente quando devem entrar em cena uma e outra, sem que isso lhe transforme numa pessoa de dupla identidade ou numa pessoa menos romântica?
- Promete fazer da passagem dos anos uma via de amadurecimento e não uma via de cobranças por sonhos idealizados que não chegaram a se concretizar?
- Promete sentir prazer de estar com a pessoa que você escolheu e ser feliz ao lado dela pelo simples fato de ela ser a pessoa que melhor conhece você e, portanto, a mais bem preparada para lhe ajudar, assim como você a ela?
- Promete se deixar conhecer?
- Promete que seguirá sendo uma pessoa gentil, carinhosa e educada, que não usará a rotina como desculpa para sua falta de humor?
- Promete que fará sexo sem pudores, que fará filhos por amor e por vontade, e não porque é o que esperam de você, e que os educará para serem independentes e bem informados sobra a realidade que os aguarda?
- Promete que não falará mal da pessoa com quem casou só para arrancar risadas dos outros?
- Promete que a palavra liberdade seguirá tendo a mesma importância que sempre teve na sua vida, que você saberá responsabilizar-se por si mesmo sem ficar escravizado pelo outro e que saberá lidar com sua própria solidão, que casamento algum elimina?
- Promete que será tão você quanto era minutos antes de entrar na igreja?
Sendo assim, declaro-os muito mais que marido e mulher: declaro-os maduros."
Martha Medeiros
Concordo, acredito e era o meu pensamento há um ano! Ainda é! Difícil colocar em prática. Difícil lutar contra esses pensamentos nocivos, carregados de possessividade. Difícil, mas eu prometo afastar qualquer suposição espúria criada pela minha própria imaginação. Prometo procurar trazer sempre harmonia. Prometo parar de prometer para poder relaxar e apreciar a vista!
terça-feira, 1 de maio de 2012
Aprendendo a viver
"Passo, agora, ao músico. Tu me ensinas como os sons agudos e graves combinam entre si, de que maneira os diferentes sons produzidos pela corda formam uma harmonia. Mostra-me, antes, de que maneira a minha alma poderá ficar em harmonia com ela mesma, de modo que não haja dissonância com as minhas resoluções. Indica-me quais são os tons chorosos, mostrando-me, sobretudo, como, em meio aos infortúnios, não passar a me lamentar."
Sêneca
Sêneca
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Errando e aprendendo?
Vocês se apaixonaram. Os dois queriam estar juntos. Estão quase sempre em sintonia. Tudo está maravilhoso. Você está aprendendo, ele está aprendendo. Os dois estão crescendo. Vocês se amam.
O que está errado?
Está errado o fato de achar que o amor que você tem pra oferecer não é o suficiente. Está errado o fato de saber que ele sinta falta de outras mulheres, de coisas que não viveu. Está errado o fato de você não conseguir se concentrar naquilo que se propôs a fazer durante o dia, pois fica tentando encontrar soluções. Traduz as palavras dele de maneira equivocada. Sente-se extraordinária, mas sente que, pra ele, você não é completa, pois ele deseja outras também. Passa a se olhar no espelho de forma diferente, como se tivesse que mudar tudo, pois algo está errado: "Há algo errado comigo? Com o meu jeito? Com o meu corpo?"
É errado achar que se você encontrou alguém e lutou pra poder concretizar os seus anseios com relação a essa outra pessoa, você já tem tudo? É errado achar que a exclusividade é, também, um gesto de amor, de respeito? É errado achar que, apesar de acreditar que o ser humano é naturalmente poligâmico, decidir se entregar a uma só pessoa é um gesto de amor?
Errado é saber de todas as suas qualidades e encontrar mil defeitos em si, pois você passa a achar que o outro não te acha o bastante. Errado é se culpar o tempo todo e achar que ele precisa perdê-la, pois quando não te teve, foi quando mais te fez sentir desejada. Errado é ficar obcecada pelo futuro do pretérito, pensando em todas as coisas que ele poderia ter vivido. Errado é pensar tanto no que o outro quer, esquecer-se de si e voltar a ter dúvidas. Errado é saber que você fez a sua escolha e que está satisfeita com a sua decisão, mas que ele não conseguiu se livrar das orações condicionais.
Afinal, o amor é ou não é uma escolha?
Pili
O que está errado?
Está errado o fato de achar que o amor que você tem pra oferecer não é o suficiente. Está errado o fato de saber que ele sinta falta de outras mulheres, de coisas que não viveu. Está errado o fato de você não conseguir se concentrar naquilo que se propôs a fazer durante o dia, pois fica tentando encontrar soluções. Traduz as palavras dele de maneira equivocada. Sente-se extraordinária, mas sente que, pra ele, você não é completa, pois ele deseja outras também. Passa a se olhar no espelho de forma diferente, como se tivesse que mudar tudo, pois algo está errado: "Há algo errado comigo? Com o meu jeito? Com o meu corpo?"
É errado achar que se você encontrou alguém e lutou pra poder concretizar os seus anseios com relação a essa outra pessoa, você já tem tudo? É errado achar que a exclusividade é, também, um gesto de amor, de respeito? É errado achar que, apesar de acreditar que o ser humano é naturalmente poligâmico, decidir se entregar a uma só pessoa é um gesto de amor?
Errado é saber de todas as suas qualidades e encontrar mil defeitos em si, pois você passa a achar que o outro não te acha o bastante. Errado é se culpar o tempo todo e achar que ele precisa perdê-la, pois quando não te teve, foi quando mais te fez sentir desejada. Errado é ficar obcecada pelo futuro do pretérito, pensando em todas as coisas que ele poderia ter vivido. Errado é pensar tanto no que o outro quer, esquecer-se de si e voltar a ter dúvidas. Errado é saber que você fez a sua escolha e que está satisfeita com a sua decisão, mas que ele não conseguiu se livrar das orações condicionais.
Afinal, o amor é ou não é uma escolha?
Pili
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Loucos e Santos
"Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril."
Oscar Wilde
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril."
Oscar Wilde
"Não sei bem o que dizer sobre mim. Não me sinto uma mulher como as
outras. Por exemplo, odeio falar sobre crianças, empregadas e
liquidações. Tenho vontade de cometer haraquiri quando me convidam para
um chá de fraldas e me sinto esquisita à beça usando um lencinho
amarrado no pescoço. Mas segui todos os mandamentos de uma boa menina:
brinquei de boneca, tive medo do escuro e fiquei nervosa com o
primeiro beijo. Quem me vê caminhando na rua, de salto alto e
delineador, jura que sou tão feminina quanto as outras: ninguém
desconfia do meu anti socialismo interno.
Adoro massas cinzentas, detesto cor-de-rosa. Penso como um homem, mas sinto como mulher. Não me considero vítima de nada. Sou autoritária, teimosa, impulsiva e um verdadeiro desastre na cozinha. Peça para eu arrumar uma cama e estrague meu dia. Vida doméstica é para os gatos.
Tenho um cérebro masculino, como lhe disse, mas isso não interfere na minha sexualidade, que é bem ortodoxa. Já o coração sempre foi gelatinoso, me deixa com as pernas frouxas diante de qualquer um que me convide para um chope. Faz eu dizer tudo ao contrário do que penso: nessas horas não sei onde vão parar minhas idéias viris. Afino a voz, uso cinta-liga, faço strip-tease. Basta me segurar pela nuca e eu derreto, viro pão com manteiga, sirva-se.
Sou tantas que mal consigo me distinguir. Sou estrategista, batalhadora, porém traída pela comoção. Num piscar de olhos fico terna, delicada. Acho que sou promíscua. São muitas mulheres numa só, e alguns homens também."
Martha Medeiros
Adoro massas cinzentas, detesto cor-de-rosa. Penso como um homem, mas sinto como mulher. Não me considero vítima de nada. Sou autoritária, teimosa, impulsiva e um verdadeiro desastre na cozinha. Peça para eu arrumar uma cama e estrague meu dia. Vida doméstica é para os gatos.
Tenho um cérebro masculino, como lhe disse, mas isso não interfere na minha sexualidade, que é bem ortodoxa. Já o coração sempre foi gelatinoso, me deixa com as pernas frouxas diante de qualquer um que me convide para um chope. Faz eu dizer tudo ao contrário do que penso: nessas horas não sei onde vão parar minhas idéias viris. Afino a voz, uso cinta-liga, faço strip-tease. Basta me segurar pela nuca e eu derreto, viro pão com manteiga, sirva-se.
Sou tantas que mal consigo me distinguir. Sou estrategista, batalhadora, porém traída pela comoção. Num piscar de olhos fico terna, delicada. Acho que sou promíscua. São muitas mulheres numa só, e alguns homens também."
Martha Medeiros
sábado, 31 de março de 2012
Rótulos
Ahhhhh! Os rótulos! Crescemos sendo rotulados. Quandos somos pequenos,
as pessoas ao nosso redor tentam definir a nossa personalidade, o nosso
caráter. Na escola somos tachados de tantas coisas e quando nos tornamos
adultos, passamos a querer provar para os outros que não somos o que
eles pensam de nós, que somos bons, que somos melhores do que aqueles
que tanto "pisaram" na gente. Criamos um novo
rótulo, passamos a nos auto-rotular. Nos definimos em poucas
características para que os outros nos aceitem na faculdade, no
trabalho, nos relacionamentos...
A maioria de nós aprendeu a definir o outro por certas particularidades e aprendeu a generalizar. No entanto, não podemos mensurar o que alguém passou, pois somente aquela pessoa sabe as vivências que teve, as alegrias e as dores que traz no ♥
Todos devemos saber que, por mais que tenhamos uma inclinação ou uma tendência a certo tipo de comportamento, nós podemos desenvolver novas habilidades.
Não deixe que te definam em uma palavra, por uma atitude ou por se simpatizar com algo. Nós somos vastos. Somos humanos. Produtos precisam de rótulos, nós não.
"Quem se define, se limita."
Pili
A maioria de nós aprendeu a definir o outro por certas particularidades e aprendeu a generalizar. No entanto, não podemos mensurar o que alguém passou, pois somente aquela pessoa sabe as vivências que teve, as alegrias e as dores que traz no ♥
Todos devemos saber que, por mais que tenhamos uma inclinação ou uma tendência a certo tipo de comportamento, nós podemos desenvolver novas habilidades.
Não deixe que te definam em uma palavra, por uma atitude ou por se simpatizar com algo. Nós somos vastos. Somos humanos. Produtos precisam de rótulos, nós não.
"Quem se define, se limita."
Pili
quinta-feira, 22 de março de 2012
"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais,
exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante
que eu nem mesmo compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou
antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma
alma que se não sente bem onde está, que tem saudades... sei lá de quê!"
Florbela Espanca
Florbela Espanca
sexta-feira, 16 de março de 2012
segunda-feira, 12 de março de 2012
Água Perrier
Não quero mudar você
nem mostrar novos mundos
pois eu, meu amor, acho graça até mesmo em clichês.
Adoro esse olhar blasé
que não só já viu quase tudo
mas acha tudo tão déjá vu mesmo antes de ver.
Só proponho alimentar seu tédio.
Para tanto, exponho a minha admiração.
Você em troca cede o seu olhar sem sonhos
à minha contemplação.
Adoro, sei lá por que, esse olhar
meu escudo
que em vez de meu álcool forte pede água Perrier.
Antonio Cícero
nem mostrar novos mundos
pois eu, meu amor, acho graça até mesmo em clichês.
Adoro esse olhar blasé
que não só já viu quase tudo
mas acha tudo tão déjá vu mesmo antes de ver.
Só proponho alimentar seu tédio.
Para tanto, exponho a minha admiração.
Você em troca cede o seu olhar sem sonhos
à minha contemplação.
Adoro, sei lá por que, esse olhar
meu escudo
que em vez de meu álcool forte pede água Perrier.
Antonio Cícero
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