segunda-feira, 14 de maio de 2012

Ninguém é perfeito

"Você irá encontrar a tampa da sua panela."

"Vocês foram feitos um para o outro." 

Como resultado desses "dizeres" tão compartilhados ao longo da vida, nos deparamos com questionamentos do tipo:
"Por que as pessoas não são exatamente do jeito que a gente quer?" 
Quem nunca se fez essa pergunta? 
Quem nunca pensou que, realmente, a vida seria mais simples se quem escolhemos para estar ao nosso lado, fosse a nossa visão exata de companheiro ideal? 
Quem nunca achou que podia, quis ou tentou mudar/moldar o outro?
Eu já. E não faz muito tempo.
Acredito que seria mais fácil, mas imagino que não teria graça, tampouco ficaríamos satisfeitos. 
A gente sempre ouve dizer que nenhum relacionamento é um "mar de rosas", como vemos nos filmes, novelas, pinturas ou como ouvimos nas canções e na voz de uma amiga ou amigo relatando sobre o fato de não ter brigas, não ter falta de sintonia com seus parceiros. Falar é fácil. Viver e quebrar a cara são outros quinhentos.
Hoje, por exemplo, vejo que "I was made for loving you baby/You were made for loving me" do Kiss e "I was born to love you/ with every single beat of my heart" do Queen são refrões que não fazem o menor sentido. Agora ouço-os e canto sem levar a letra a sério. Só pela melodia, pela emoção. 
Realmente devemos pensar que nascemos para alguém? Que existe alguém com as qualidades e defeitos suportáveis descritos e desejados por nós em algum momento da vida? Ou ainda que existe alguém que nem defeitos tenha? Impossível. Ademais, somos seres pensantes e temos desejos voláteis. Nossos padrões podem mudar. Logo, a nossa visão de ideal pode não ser a mesma de ontem. 
Pois é. Ninguém é perfeito. Portanto, nenhum relacionamento será perfeito. As pessoas não são robôs. As pessoas não mudam e, apesar de ter ouvido isso a vida toda, eu só aprendi na prática. Entre vivências e reflexões, aprendi que, mesmo te amando, ela(e) não vai deixar de ser preguiçosa(o), não vai emagrecer, não vai parar de beber, não vai parar de fumar, não vai deixar de ser ciumenta(o), não vai lavar a louça, não vai levantar a bunda da cadeira pra procurar um emprego, enquanto ela(e) não se convencer de que o que está fazendo é o melhor pra ela(e), antes de tudo. 
Indubitavelmente ela(e) te ama. Mas eu também aprendi que o amor não é tudo. De que adianta o amor se não houver cumplicidade, interesses em comum, respeito, ganas de melhorar, evoluir. Não existe perfeição, existe a construção. E a construção não deve ser em busca da perfeição, mas sim de uma harmonia durável, capaz de tornar o caminho muito mais agradável.
Será que deixei de ser romântica? Ou deixei de ser "cega"? Não sei. Acho que virei adepta do romantismo pragmático. Nada extremo, muito menos superficial. Talvez seja esse o equilíbrio que eu tanto buscava.


Pili




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