sexta-feira, 11 de maio de 2012

"Desaprendendo" e construindo

Não sabe de onde vem tanta insegurança. Tenta de todas as formas revirar o passado para descobrir a raiz de tal problema. Sente-se amada, porém questiona:
- Por que você me ama?
Talvez o problema esteja na tentativa de ser perfeita, nos valores construídos baseados em contos de fadas e na doutrina cristã. Na visão superestimada dos exemplos de relacionamentos bem sucedidos na família.
- Não existe casal perfeito! - ele havia dito a ela há alguns anos.
Para ela, o que ele havia dito tinha fundamento. Era algo a se pensar. Mas ela "aprendeu", ao longo dos anos, que casais eram como pares iguais, almas gêmeas, metades que se completavam. "Eu encontrei o amor da minha vida". "Ele tem tudo a ver comigo". "Temos muito em comum". "Gostamos das mesmas coisas, pensamos de forma parecida em tudo". Era o que quase sempre escutava...

NÃO! As pessoas não deveriam disseminar esse tipo de pensamento como certo. Aliás, quando o assunto é amor, não há que se falar em certo ou errado. Hoje eu enxergo isso! Por que as pessoas valorizam e enumeram como ideais esses modelos de união? Não é muito mais enriquecedor achar alguém que irá te acrescentar valores, questionamentos, provocar revoluções? Afinal, vocês se encontraram por perseguirem um mesmo fim, conscientes de que irão chegar lá através de meios diferentes, pensamentos diferentes, criações diferentes, vivências distintas.
"Os opostos se atraem", como dizem por aí. Para alguns faz sentido, para outros não. Tampouco estou dizendo que uma certa afinidade não seja importante. No meu caso, há a afinidade, há o amor e há um trabalho a ser feito a fim de respeitar a individualidade alheia, melhorar algumas ideias para enriquecer e trazer diversidade ao caminho.

Pili

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