"Não confunda liberdade com libertinagem", já dizia algum professor meu do ensino fundamental. Não me lembro exatamente em que situação, mas hoje me lembrei dessa expressão enquanto refletia sobre os acontecimentos da última semana, que foi de muitos conflitos, internos e externos.
Pensava eu: "Sinto-me livre, uma liberdade plena, uma sensação de que nada poderá impedir que eu faça o que tiver vontade." Opa! Mas e a vontade? Estou livre da vontade? O que será da minha liberdade se eu ceder a todas as minhas vontades? Acabarei por me tornar escrava de minhas vontades, meus desejos? A liberdade depende da vontade? É preciso haver equilíbrio na liberdade também? Temperança, moderação, controle? Controlar a liberdade para que não vire libertinagem? Seria esse um tipo de cerceamento da liberdade ou um cuidado para não cair no extremismo? A linha é tênue, as perguntas são muitas, as vontades também.
quinta-feira, 3 de abril de 2014
quarta-feira, 2 de abril de 2014
Can we start again?
É como se tivessem voltado no tempo. Há exatos 3 anos, passavam por uma situação dolorosa, em que escolhas deveriam ser feitas, sentimentos estavam sendo desconstruídos, sufocados, questionados. As palavras não eram ditas cara a cara. Havia medo, culpa, dúvida, dependência. Há 3 anos, ela não tinha a noção da pureza de sentimento que ela tem hoje. Há quase 3 anos, ela deu a ele um livro que falava sobre amor e dependência.
Por muitos anos ela se sentiu dependente, com receio de perder o grande tesouro que havia encontrado. Por muitos anos e até recentemente, ela teve que passar por cima de várias convenções, superar traumas, repensar sentimentos e atitudes para seguir adiante. Ela sabe muito sobre as próprias dores, mas sabe pouco sobre as dores dele, e assim, sem querer, acaba por machucá-lo. Talvez por ser impossível mergulhar tão profundamente na intimidade do outro. Talvez por uma certa imaturidade ou egoísmo momentâneo. Talvez por ingenuidade, conveniência. Talvez por impulso. Talvez por tanta coisa.
Dois seres inacabados, crescendo juntos, se descobrindo juntos, se questionando sempre a respeito de tudo o que eleva o outro a um patamar ilusório, irreal, ideal, perfeito.
Hoje, mais do que nunca, ela sente a pureza do sentimento que os une, sem dependência, sem apego. Hoje, por mais que ele esteja longe, ela não morre de saudades. Hoje ela pensa nele com muito carinho, não com aquela dor no peito por não estarem compartilhando as experiências do dia, da semana. Hoje ela só quer pensar que no fim das contas tudo vai se resolver, que o melhor vai acontecer, e que isso faz parte do crescer. Mesmo que por um momento seja necessária uma pausa, um tempo para cada um reconhecer as próprias limitações, melhorar, e evoluir sozinho.
Ela disse que sente falta de conversar. Disse que está esperando, que está tudo ok, que ela quer seu bem.
"Como você diz, meu amor, vai dar tudo certo!" <3
Mania
Mania que a gente tem de dizer que perdeu a fé na humanidade, como se não fôssemos humanos e co-responsáveis pelo ambiente em que vivemos. Mania que a gente tem de achar que o problema do mundo é o mundo, que o problema do Brasil é o Brasil, e não nós, co-criadores e colaboradores na construção do meio. Mania que a gente tem de achar que vive num mundo de super Xuxa contra o Baixo Astral, em que somos os benfeitores supremos, lutando contra as forças do mal. Mania que a gente tem de enxergar o "mal" somente no outro, sem se questionar sobre as próprias atitudes negativas. Precisamos de menos dualidade exacerbada! Mais consciência!
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