terça-feira, 24 de julho de 2012

  "(...)
  Se você fica alerta, muitas coisas simplesmente somem; você não precisar se livrar delas. A consciência torna certas coisas impossíveis. E essa definição é minha, não existe outro critério. Você não se apaixona, não fica "caído de amores" por alguém, caso tenha consciência do que faz: portanto, cair de amores é pecado. Você pode amar, mas isso não será uma queda, será uma elevação. Por que se usa a expressão "cair de amores" (em inglês, falling in love)? Trata-se de uma queda; você está caindo, não está se elevando. Quando está consciente, você não cai - nem mesmo de amores. Isso não é possível; simplesmente não é possível. Com consciência, isso é impossível, você "se eleva" no amor. E esse é um fenômeno totalmente diferente de se apaixonar. Quem cai de amores por alguém está sonhando. É por isso que, quando uma pessoa está apaixonada, você consegue ver isso nos olhos dela: é como se ela estivesse mais entorpecida que as outras, como se estivesse inebriada, perdida em sonhos. Você consegue ver isso nos olhos dela porque eles mostram uma certa sonolência. As pessoas que "se elevam" por meio do amor são totalmente diferentes. Você pode ver que elas não estão mais perdida em sonhos, elas encaram a realidade de frente e crescem com ela.
  "Cair de amores" por alguém faz com que você continue sendo uma criança; quando "se eleva no amor", você amadurece. E, pouco a pouco, o amor se torna um relacionamento; torna-se um estado do seu ser. A partir de então, não é que você ame isto e não ame aquilo, não! - você é simplesmente amor. Com quem quer que se aproxime, você compartilha. Seja o que for que aconteça, você oferece o seu amor. Você toca uma pedra e é como se olhasse a face da pessoa amada. Esse amor se torna um estado de ser. Não que você esteja amando - agora você é amor. Trata-se de uma elevação, não de uma queda.
  O amor é lindo quando você se eleva por meio dele, mas vira uma coisa suja e feia quando você cai por meio dele, E, mais cedo ou mais tarde, você descobre que ele se torna venenoso, vira um cativeiro. Você pode ser pego por ele e perder a liberdade. Suas asas são cortadas; você deixa de ser livre. Quando cai de amores por alguém, você vira uma possessão, você possui a outra pessoa e deixa que ela possua você. Você vira uma coisa e tenta fazer da outra pessoa uma coisa também.
   Olhe um casal de marido e mulher. Ambos se tornaram coisas, não são mais pessoas. Um está tentando possuir o outro. Só os objetos podem ser possuídos, nunca as pessoa. Como você pode possuir uma pessoa? Como pode dominar uma pessoa? Como pode converter uma pessoa numa possessão? Impossível" mas o marido está tentando possuir a mulher e a mulher está tentando fazer exatamente o mesmo. Então acontece um choque, eles viram praticamente inimigos. Cultivam uma relação destrutiva.
  (...)
  Possessão... todo mundo continua querendo possuir a pessoa amada. Não é mais amor. Na verdade, quando você possui uma pessoa, você odeia, destrói, mata; você é um assassino. O amor liberta; o amor é liberdade. O amor faz da pessoa amada alguém cada vez mais livre; o amor dá asas e abre a imensidão do céu. Ele não pode ser uma prisão, uma clausura. Mas esse amor você não conhece, porque ele só acontece quando você está acordado; esse tipo de amor só brota quando existe consciência. O amor que você conhece é pecaminoso, pois ele é fruto do sono.
  E isso vale para tudo o que você faz. Mesmo quando tenta fazer algo de bom, você faz mal. Olhe para os "bons samaritanos"; eles sempre fazem mal, são as pessoas mais nocivas deste mundo. Os reformistas sociais, supostos revolucionários, são as pessoas mais nocivas da face da terra. Mas é difícil ver o dano que causam, porque elas são pessoas muito boas, estão sempre fazendo algo de bom pelos outros - esse é o jeito que arranjaram de aprisionar as pessoas. Se deixar que lhe façam algo de bom, você acaba nas mãos delas. Elas começam massageando seus pés e, quando você menos espera, estão com as mãos em volta do seu pescoço! Começam nos pés e acabam no pescoço, porque elas não estão conscientes; não sabem o que estão fazendo. Aprenderam um truque - se você quer possuir uma pessoa, seja bom para ela. Essas pessoas nem sequer têm consciência de que aprenderam esse truque. Mas elas só farão mal aos outros porque qualquer coisa - qual-quer coi-sa - que seja feita com o intuito de possuir outra pessoa, seja qual for o nome ou forma que isso tenha - é anti-religioso, é pecado.
  (...)"

Mundos particulares; Consciência (OSHO)

domingo, 22 de julho de 2012

 " (...)
  Fique no presente. Traga todo o seu ser para o presente. Não deixe que o passado interfira nem deixe que o futuro assuma o comando. O passado não existe mais, está morto. E, como diz Jesus, "Deixem que os mortos enterrem seus mortos". O passado não existe mais, por que você está preocupado com ele? Por que vive remoendo o que já aconteceu? Você está louco? Ele não existe mais; existe só na sua cabeça, é só uma lembrança.
  (...)"

Consciência: Mundos particulares (OSHO)

sábado, 21 de julho de 2012

A compreensão

  "Eu nunca uso a palavra renúncia. Eu digo: - Regozije-se com a vida, com o amor, com a meditação, com as belezas deste mundo, com o êxtase da existência - regozije-se com tudo! Transforme o mundano em sagrado. Transforme estas paragens em outras paragens, transforme a terra num paraíso.
  E então, indiretamente, uma certa renúncia começa a acontecer. Mas ela acontece naturalmente, não é você quem a faz. Não é um fazer, é um acontecer. Você começa renunciando à insensatez, renunciando ao lixo. Renunciando aos relacionamentos sem sentido. Renunciando aos trabalhos que não o preenchem. Renunciando aos lugares em que não é possível crescer. Mas eu não chamo isso de renúncia, eu chamo de entendimento, consciência.
  Se você está carregando pedras na mão achando que são diamantes, não vou lhe dizer para renunciar a essas pedras. Direi simplesmente: - Fique atento e olhe direito! - Se você mesmo vir que não são diamantes, haverá necessidade de renunciar a elas? Elas cairão das suas mãos por sua espontânea vontade. Na verdade, se você ainda quiser carregá-las, será preciso fazer um enorme esforço, será preciso uma enorme força de vontade para continuar carregando-as. Mas você não fará isso por muito tempo; depois que perceber que elas são inúteis, insignificantes, você não hesitará em jogá-las fora.
  E, depois que suas mãos estiverem vazias, você poderá partir em busca de tesouros verdadeiros. E os tesouros verdadeiros não estão no futuro. Os tesouros estão no agora, aqui mesmo."

Consciência (OSHO)