sábado, 31 de março de 2012

Rótulos

Ahhhhh! Os rótulos! Crescemos sendo rotulados. Quandos somos pequenos, as pessoas ao nosso redor tentam definir a nossa personalidade, o nosso caráter. Na escola somos tachados de tantas coisas e quando nos tornamos adultos, passamos a querer provar para os outros que não somos o que eles pensam de nós, que somos bons, que somos melhores do que aqueles que tanto "pisaram" na gente. Criamos um novo rótulo, passamos a nos auto-rotular. Nos definimos em poucas características para que os outros nos aceitem na faculdade, no trabalho, nos relacionamentos...
A maioria de nós aprendeu a definir o outro por certas particularidades e aprendeu a generalizar. No entanto, não podemos mensurar o que alguém passou, pois somente aquela pessoa sabe as vivências que teve, as alegrias e as dores que traz no ♥
Todos devemos saber que, por mais que tenhamos uma inclinação ou uma tendência a certo tipo de comportamento, nós podemos desenvolver novas habilidades.
Não deixe que te definam em uma palavra, por uma atitude ou por se simpatizar com algo. Nós somos vastos. Somos humanos. Produtos precisam de rótulos, nós não.

"Quem se define, se limita."


Pili

quinta-feira, 22 de março de 2012

"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesmo compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que se não sente bem onde está, que tem saudades... sei lá de quê!" 


Florbela Espanca

sexta-feira, 16 de março de 2012

"Caminante, son tus huellas
el camino, y nada más;
caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.
Al andar se hace camino,
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.
Caminante, no hay camino,
sino estelas en la mar."
ANTÓNIO MACHADO

segunda-feira, 12 de março de 2012

Água Perrier

Não quero mudar você
nem mostrar novos mundos
pois eu, meu amor, acho graça até mesmo em clichês.

Adoro esse olhar blasé
que não só já viu quase tudo
mas acha tudo tão déjá vu mesmo antes de ver.

Só proponho alimentar seu tédio.
Para tanto, exponho a minha admiração.
Você em troca cede o seu olhar sem sonhos
à minha contemplação.

Adoro, sei lá por que, esse olhar
meu escudo
que em vez de meu álcool forte pede água Perrier.


Antonio Cícero